ESEC Chaúas
SP

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Áreas de Observação

Estação Ecológica Chaúas

Trata-se de unidade de conservação de proteção integral, situada no município de Iguape, Estado de São Paulo, que tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.

A Estação Ecológica dos Chauás possui 2.699 hectares e “é formada por uma extensa planície sedimentar, inundável periodicamente, onde se destacam as várzeas. Estas características contribuíram para a preservação da área, inviabilizando a agricultura e, portanto, sua ocupação. Por outro lado, essa conservação tornou-a vulnerável, pois espécies de valor econômico existentes na região, como a caixeta, o palmito e a fauna silvestre, sempre foram encontrados em abundância na área (Resolução SMA nº 28, de 1998).

A cobertura vegetal é predominantemente constituída por floresta de restinga, com presença de bromélias (Bromelia sp.), espécies da família das Aráceas, caxetais (Tabebuia cassinoides), guanandizais (Calophyllum brasiliense) e várzeas acompanhando a calha dos rios. Apresenta uma fauna rica e diversificada, com grande destaque para o papagaio-de-cara-roxa ou chauá (Amazona brasiliensis). Além disso, há a presença de araçaris (espécies do genêro Pteroglossus, gaviões (espécies dos gêneros Leucopternis, Buteo e Buteogallus), aves do gênero Tangara (popularmente conhecidas como saíra ou saí), suçuaranas (Puma concolor), etc. (Resolução SMA nº 28, de 1998).”

ATENÇÃO: As fontes consultadas mencionam papagaio-de-cara-roxa e chauá como se fossem diferentes nomes populares de uma mesma espécie, quando, na verdade, tratam-se, respectivamente, da A.brasiliensis e A.rhodocorythav. Pode até ser que o nome local do papagaio-de-cara-roxa seja realmente chauá, mas também essa informação não foi localizada na pesquisas realizadas para elaboração deste texto. O que fica claro é que o parque deve seu nome a um lindo membro da família Psittacidae.

Há “trechos de floresta ombrófila densa aluvial (inundável) e mata de restinga. A maior parte da unidade é constituída de planícies inundáveis. O local chama atenção pela presença de muita plantas epífitas e bromélias, e a presença do palmito. Na fauna, são encontradas muitas espécies em extinção, como o papagaio-da-cara-roxa (chauá), o jaó-do-litoral e a onça-parda”.

“A área mais elevada é formada por dois pequenos morrotes contíguos. Apresenta uma única elevação próximo ao extremo norte”.

História

“A Estação Ecológica dos Chauás foi criada pelo Decreto Estadual nº 26.619, de 1987, em área correspondente a antiga Reserva Estadual do 18° Perímetro, com 2.699 ha de terras devolutas do Estado, integralmente no município de Iguape (Resolução SMA nº 28, de 1998).

De acordo com a Portaria MMA nº 150, de 2006, a Estação Ecológica dos Chauás está sob a gestão do Instituto Florestal/Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo - IF/SMA. Apesar de não possuir Plano de Manejo, a Resolução SMA nº 28, de 1998, implanta, na unidade, seu Plano de Gestão.

Mesmo com a exploração e ocupação desordenada durante muitos anos, atualmente o extrativismo diminuiu consideravelmente na região e a maioria dos loteamentos está abandonada ou estagnada (Resolução SMA nº 28, de 1998).

Segundo o Instituto Socio-Ambiental “Vivendo dentro do Vale do Ribeira – maior remanescente contínuo de Mata Atlântica existente –, os agricultores familiares de Iguape vivem uma fase de adaptação à convivência com o grande número de Unidades de Conservação criados na região, muitas vezes incluindo suas próprias terras. Foi o caso da Estação Ecológica da Juréia, que possuia 380 famílias vivendo em seu interior quando foi criada. Desde então, essas famílias lutam por seus direitos, passando por fases mais ou menos repressoras para poder plantar. Atualmente, se estuda a exclusão da maior parte desses moradores da área da reserva.

Uma experiência bem diferente está sendo vivida pelo moradores do entorno da Estação Ecológica Chauás, em cujos 2.900 hectares de áreas alagadas não há moradores. Numa política diferenciada, o governo criou um comitê gestor da unidade de conservação com a participação dos agricultores do entorno, que poderão se beneficiar de investimentos voltados para a manutenção da reserva. A idéia é que criem um cinturão ao redor da Estação, onde os próprios moradores do entorno garantirão a integridade da Estação Ecológica, servindo como guias para turistas e criando núcleos envolta, que serão centros comunitários. O Bairro Cavalcante, onde foi realizado o encontro dos agricultores familiares, faz parte desse entorno e os moradores pareceram animados com a possibilidade.”

Infra-estrutura

Por tratar-se de Estação Ecológica, de acordo com o “Sistema Nacional de Unidades de Conservação”, não é permitido o uso turístico. Em regra, somente é permitida a visitação com objetivos educacionais e científicos (pesquisas), mediante prévia autorização.

A verdade, porém, é que no site da Fundação Florestal não consta nenhuma informação sobre a Estação Ecológica dos Chauás. De duas uma, ou não existe nenhuma infra-estrutura no local ou há alguma deliberação no sentido de não divulgar dados a respeito da Unidade de Conservação.

Confira em http://fflorestal.sp.gov.br/unidades-de-conservacao/estacao-ecologica/estacoes-ecologicas-estaduais/

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Referências